Paralelamente às evidências no campo humanístico, social e coletivo, oriundas do Coronavírus, como a aparição de inúmeros e belos exemplos de solidariedade humana, há um outro legado o qual, sem dúvida,será o de chamar a atenção do ser humano, principalmente do lado ocidental, para a prevalência do coletivo, por sobre o individual, este senão, muitas vezes,  bem egoístico.

Passaremos a ter, também, uma real e profunda transformação na estrutura organizacional das empresas, tendo que passar a encarar, até por uma questão de sobrevivência, a inexorável presença, cada vez maior, do virtual ou tecnológico, como substituto do analógico e da presença física dos respectivos colaboradores, permitindo-lhes, além do home office, o acesso remoto, porém, seguro, à rede corporativa fechada, por meio da internet doméstica, conhecida pela sigla em inglês VPN, a qual permite ao funcionário acessar, remotamente, sua própria máquina que ficou no escritório.

Empresas, como as de contact centers, que possuem um DNA sociológico, pelo fato de proporcionar ao jovem a oportunidade de seu primeiro emprego, há muito que, paralelamente à utilização cada vez em maior escala, da inteligência artificial, vem cogitando de proporcionar aos seus funcionários a possibilidade de um trabalho remoto, livrando-os dos respectivos transtornos e custos de seus deslocamentos físicos, aos seus locais de trabalho, bem como da imensa perda de seus preciosos tempos de vida, em cruéis, inúteis e absurdos congestionamentos.

O  Coronavírus, que nos está atingindo tão global e rudemente, não é o único “flagelo de Deus” recente, o qual temos a lamentar, quanto ao SARS, que assolou a China,antes do Coronavírus, mais virulento, até, que este último, há quem afirme que ele deixou, felizmente, ao menos um legado positivo: eis que tornou a China um dos líderes globais de Comércio eletrônico, propiciando a ascensão da chinesa Alibaba, que ombreia com a americana Amazon.

Como subproduto benfazejo desta enorme tragédia, que está vitimando de morte milhares de pessoas ao redor do mundo, graças aos modernos recursos tecnológicos de que dispomos hoje, inexistentes à época da peste negra ou da gripe espanhola, podemos esperar, nos recantos acadêmicos grandes progressos no ensino a distância,e, nos meios empresariais, uma revolução. dos pés à cabeça, obrigando-nos a repensar, em todos os campos da atividade humana, o que fazemos,   e como o fazemos.

De reflexão em reflexão, enquanto não conseguimos ultrapassar esta fase aguda do flagelo que nos assola e desafia, obrigando-nos ao não convívio social, (logo nós, que somos animais gregários),  devemos nos agarrar  a um pensamento positivo, muito bem sintetizado por Nelson Mandela: 

“No enfrentamento de meus desafios, eu nunca perco. Ou venço, ou, então, aprendo uma bela lição”

Luiz Felizardo Barroso

Presidente da Cobrart Recuperação de Ativos

Membro da Centenária Academia Fluminense de Letras (Cadeira nº 4)

6+

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *